Diário de um Estudante de Medicina

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Capítulo 2

Nada como um dia após o outro. Essa mudança repentina de claro e escuro, daquela famosa frase de Shakespeare, mas é claro parafraseando, dormir ou não dormir eis a questão. Os dias passam, e o sono somente acumula, você não espera a hora de deitar em uma rede/cama/sofá/mesa/chão, de hibernar, de parecer aqueles ursos e só acordar na primavera. Se bem que no Acre não tem inverno e deixar o ar ligado por uns 3 meses, que seria o tempo necessário pra recuperar o sono perdido (na faculdade não falamos que nem o Renato Russo) iria gastar muito de luz e como todos sabemos estudante é tudo falido. Só de xerox já gastamos nossas bolsas mensais.

A faculdade suga todas nossas energias, claro, se você reunir, festas, projetos, trabalhos, provas, procrastinação. Por que sim, isso tem e muita, somos brasileiros e como todo brasileiro que se preze amamos filas, trânsito, atraso e deixar tudo para última hora, e como estudantes verde e amarelo somos Phd em procrastinar. Conjugamos esse verbo mentalmente todo trabalho que os professores passam. Ah, é pra daqui um mês, deixemos para fazer semana que vem, os dias passam, as semanas vêm, a entrega se aproxima, e o trabalho tá ali oh! Longe, longe. Dois dias antes nos reunimos feito gatinhos em volta do leite, ou melhor ainda, feito futuros condenados em frente a um juiz. O juiz é o professor, as provas que podem nos inocentar é o trabalho e o júri, ah, o júri é o tempo.

Mas procrastinamos pelo prazer de sentir a adrenalina correndo pelos nossos corpos, pelo caos das nossas mesas de estudo, e é claro pelas risadas de desespero a que recorremos nas horas finais, naquela madrugada virada, naquelas doses de café intravenosas, de guaraná em pó, ou de energético, por que ele te dá asas, depende do seu gosto. O ruim do café é a fome. Sim, tome café e engorde, ele dá muita fome. Isso e sentar a bunda na cadeira por 4 horas são alguns dos motivos do regime de engorda que a faculdade nos dispõe. Acho que a época de abate é quando entramos no mercado de trabalho, só acho. Mas lembre-se que isso somente vai atrasar o cansaço, depois que passar o efeito você vai dormir igual uma pedra.

Os primeiros trabalhos são recheados com aquele tesão do 1° período, fazemos tudo lindo, com a letra maravilhosa, as vezes fazemos desesperados também, isso quando chega próximo as provas finais. Esses são os trabalhos que eu chamo de Xó guilhotina, aqueles que te salvam de uma provável final. São os melhores, resumos de 40 paginas do livro, 50 questões, e por aí vai.

E como eu havia falado, o respeito aos mestres do ensino vai ser passado a esses trabalhos. O quanto você respeitou o senhor Moore ou o senhor Gray, não, não é o mesmo do Grey’s Anatomy, mas é bem legal pensar desse modo. Mas lembre-se de prestar bastante atenção neles, não pense que assistir as 8 temporadas do tiozinho mal-humorado que lembra o Sherlock Holmes só que das doenças (esse é o senhor Gregory House) irá te transformar em um médico ou irá te dar uma ótima nota nas provas. Aquilo é só pra passar o tempo entre as horas de estudo da prova, sim, seu tempo é 100% medicina. Até nas festas, bêbado, vai se lembrar da conversão do álcool no corpo e como o fígado tenta destruí-lo, álcool é louco pessoal.

Então o que eu digo pra quem for entrar na faculdade agora, não entre só com o pé direito, entre com o lado direito do corpo inteiro e puxando o esquerdo pra entrar quase junto, se você tiver dois pés esquerdos entre com os dois juntos que tá bom. Se dediquem, o futuro de vocês depende dos mestres, de vocês, das horas mal dormidas e do seu tesão pela Medicina. Boa sorte futuros médicos.

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Diário de um Estudante de Medicina

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Capítulo 1

Diário é uma ação que se faz todos os dias, o cotidiano. E nesse pequeno diário eu vou escrever sobre a vida de um estudante de medicina, na verdade sobre a minha vida como estudante de medicina. Como já escrevi no post anterior minhas manhãs são sempre atordoadas pelo súbito som do despertador, aí, como eu desejo que ele quebre e não toque. Mas a vida me faz ter que acordar bem cedinho para ir até o santuário do ensino, a tão desejada Faculdade.

Na joviedade dos meus 18 anos passei na Universidade Federal do Acre. No início, primeiros dias de contato com a selva que me esperava, não estou me referindo ao Acre, e sim a selva da própria faculdade, com fauna e flora próprias, por que enfim era um mundo novo a se explorar, eu morria de medo, de receios e preocupações, mas ao mesmo tempo um alivio e um sentimento de bem-estar surgiam no meu peito. Um mundo que eu nunca havia entrado, quem eu iria conhecer? E os professores? Os livros gigantes? Ter que saber de tudo, quando eu iria fazer uma cirurgia? Essa última ainda na expectativa. Vai demorar viu.

E os amigos? Ah, os amigos, nos primeiros contatos aquele certo estranhamento, como será que é essa pessoa? Do que ela gosta? De onde é? A fauna da faculdade é bem diversificada. Mas o maior medo mesmo era do trote, daquele “CALOURO BURRO”, vai comprar minha cerveja, momentos bons, só que não, (experimenta ficar 5 horas debaixo do sol, com seus miolos fervendo, pensamentos não entram, nem saem da sua cabeça, é um negocio tenso, mas é a coleta do trote) que eu descontei nos meus calouros, o que foi melhor ainda, (outra mentira, nunca fiz nada com eles). Mas esses primeiros momentos de balbúrdia, de algazarra foram muito bem recebidos e aproveitados, essas foram nossas horas vagas. Por que aula e prova era coisa que não faltava. E saiba que você tem que respeitar uns certos mestres da Medicina. Um tal de Guyton, é um cara bem legal, mas quando se zanga, saí de perto, tem o Sobotta, e o Yokoshi, eles são gente boa, cheio de conhecimento e são ótimos com imagens, sério, um deles tira umas fotografias top. Mas o melhor de todos eles é o Robbins, cara nunca achei que ele seria daquele jeito sem o Batman, o cara é um gênio.

Mas tirando esses doidos, e a sombra da timidez que me acometia nas primeiras semanas de aula, que foram vencidas após muita luta, e após uma certa garota de Nutrição que entrou em minha vida e mudou tudo, doidinha a menina. Linda e doidinha. A Medicina realmente entrou como parte do meu dia, claro né, período integral, de manhã, de tarde, de noite, madrugada, roda o dia, roda a noite, dorme na aula, no sofá, e vai levando, mas depois que você entra e começa a buscar seu próprio espaço e conhecimento, começa a compreender que aquilo é algo que vai ficar pra sua vida, não é o diploma que vai transformar você em médico, claro ele vai dar o seu CRM, mas a verdadeira transformação é no seu pensamento, é de como você vê e diagnostica a vida.

É a partir dali que você cura todos os dodóis, coloca todos os band-aids, joga vinagre na ferida, não isso não pode, mas, no momento que seu pé toca a sala de aula você não é mais o mesmo.

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Diário de um Estudante de Medicina.

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Todas as manhãs me levanto depois de uma noite mal dormida, como é difícil ser estudante de faculdade, não só de Medicina, mas sim de faculdade. Aquele despertar dos relógios, as 6h30min não é o melhor som do mundo, como seria bom mais 10min de sono, esse é o bendito modo soneca. Quem inventou isso merece um prêmio Nobel da Paz, por que esses 10min a mais de sono já deve ter evitado muitas guerras.

Então o corpo começa a levantar, mas a mente não acorda, a mente permanece desligada, quase que como um sonho, você saí andando do quarto, vagando, esbarrando nas paredes, em um meio termo de sonambulismo e coma. Até que o santo graal dos dormentes de plantão aparece. Aquela lavada de água na cara, aquele jorro que tira todas as remelas do olho, aquilo que nos “dispõe” todos os dias para a aula. Agora você me pergunta, dispõe em aspas? Porque meu caro amigo, meu conselheiro dos estudantes, escritor de diários? Ah, essas são as várias cochiladas que você dá durante as aulas. Os bocejos intermináveis, as guerras de pensamentos, o desejo da sua cama. Tantas coisas durante 1h30min de monólogo.

Como já falei como são as minhas manhãs, claro que depois da água na cara tem um banho, escovar os dentes, tomar café, uma manhã normal de qualquer brasileiro, tirando os homens do planalto é claro. Meu nome é Lucas, eu tenho 20 anos e sou estudante de Medicina. Sim isso foi o que eu sempre quis, meu sonho sendo transformado em realidade a cada dia que me aproximo do diploma, de poder ser chamado de “doutô” e poder curar algumas pessoas. Poder ser um agente transformador na vida de alguém, por que ser médico é mais do que ser apenas chamado de doutor, ser médico é uma dádiva. E eu tive a felicidade de poder ser um estudante dessa dádiva, cabe a eu virar ela.

Mas como é ser um estudante de Medicina? Ah, é bom demais. A faculdade é algo incrível, e o melhor dela são as pessoas que você conhece. E o mais impressionante é como você muda e amadurece dia após dia. De um menino tímido a um médico eloquente. Espero eu.

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Delícia do domingo em família. Risoto de Salmão.

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Aos domingos quem faz comida aqui em casa sou eu. Como é o único dia que faço alguma coisa na cozinha busco sempre fazer algo que todo mundo vá gostar, a pedida da vez foi um risoto de salmão. O Risoto é um prato característico do Norte da Itália, seu preparo vai do uso do arroz arbóreo, uma variedade italiana de arroz. Esse arroz possui um sabor próprio, que combina muito bem com queijos, peixes. Quando cozido, os grãos tornam-se firmes, cremosos e mastigáveis.

Então, mas como fazer esse Risoto de Salmão? O que você vai precisar é de:

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200g de Arroz arbóreo.

1/2 cebola pequena fatiada.

1 cabeça de alho espremida.

3 colheres de sopa de margarina.

3 colheres de sopa de azeite

200ml de vinho branco seco.

750ml de água fervida.

50g de queijo gorgonzola ralado.

50g de queijo provolone ralado.

75g de queijo muzzarela ralado.

1 colher de sopa de requeijão cremoso.

500g de salmão.

Modo de Preparo:

Para o início dos trabalhos iremos precisar de uma panela, caçarola, caldeirão, não importa o nome, é tudo a mesma coisa, aqui em casa sempre pego uma grande, afinal a família come muito. Procure uma panela com um bom tamanho, pois o arroz arbóreo tem uma grande capacidade de absorção podendo crescer em até 3 vezes o seu volume. Nesse início coloque a água para ferver e reserve.

Jogue 1 colher e 1/2 de margarina, junto com uma colher de azeite, dentro da panela e deixe a fogo baixo. Refoque a cebola e o alho, mexa até que ambos absorvam o misturado de azeite e margarina. Logo após refogar coloque o arroz e misture com o refogado, deixe o arroz até todos os grãos ficarem cobertos por uma fina película de margarina (gordura).

Adicione o vinho e reduza, quando o vinho secar coloque uma concha de água fervida. Se quiser pode colocar um caldo de legumes para ferver junto com a água, mas eu deixo por fora, pois o gosto do caldo é muito forte. Quando o arroz ficar seco adicione mais uma concha e assim sucessivamente, até o final do cozimento.

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E o Salmão? Onde entra nesse prato tão especial.

O salmão você irá cortar em pequenos pedaços e fritar em uma frigideira com as colheres de margarina e azeite restantes. Se quiser pode flambar os pedaços de salmão, para isso use 50ml de vodka ou conhaque por flambada. Após o salmão ser frito misture com o arroz, eu sempre faço isso quando o arroz já está cozido. Coloque o salmão e os queijos no final do cozimento, com o fogo ja apagado, misture e por último adicione o requeijão cremoso e um pouco da gordura que sobrou da fritada do salmão.