Fale um eu te amo de vez em quando

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Imaginem uma garrafa vazia sendo atirada nas ondas do mar, quem a encontrasse acharia que era um lixo a mais a contaminar as límpidas aguas cristalinas, ou seja, seria um nada em meio ao tudo, isso é um relacionamento sem as três palavrinhas mágicas que vez ou outra salvam relações, o eu te amo, não necessariamente somente isso, mas sim, sem trocas de gentilezas, sem abraços apertados nem sorrisos desgarrados, sem as lindas demonstrações de afeto do dia a dia, as aparentemente sem necessidade, mas que no fundo são as mais necessárias para guiar uma garrafa cheia no meio do mar.

De vez em quando faça a janta para ela, não precisa ser nada de diferente, o simples ato de você tirar a bunda do sofá e assumir o fogão vai deixar o dia dela mais feliz, vai mostrar o quão especial aquela garota é para você, agora se você quiser impressionar existe a Internet com tantas receitas mais simples que comprar pão na padaria, todo o seu trabalho vai valer a pena quando ver aquele sorriso escancarado no rosto de sua bela menina. Compre um doce, um pedaço de bolo, tente surpreende-la com um presente inesperado, um presente sem data, somente para ser dado, aquele ursinho que você acha a cara dela, aquele sapato ou aquele chocolate que ela tanto gosta, pode ter certeza que ela vai lembrar-se disso, na verdade um simples estou com saudades já muda o andar de um dia. Tente alegra-la do modo como ela te alegra, tente mudar o dia dela, se ela está com você saiba que não é por falta de opção e sim porque ela te escolheu para alterar a mesmice de todos os dias, ela te escolheu para que você possa colocar um sorriso no rosto dela no meio de tantas turbulências. E de pouco em pouco você vai enchendo a garrafa antes vazia do seu relacionamento, dando um gás e quem sabe um GPS para que ela encontre o caminho de casa. Namoros necessitam desses atos que parecem simples, mas são verdadeiros atos de amor, atos que mostram que você se importa com a pessoa que está do outro lado da linha, são modos de dizer que a ama sem utilizar as três palavras mágicas, no fim de tudo é tão fácil manter uma relação, por que é só se dedicar, é só não deixar acabar as gentilezas.

Elogie-a para elevá-la, para fazê-la se sentir como a mulher mais bonita desse mundo, saiba como conversar, como papear, como fazer aquela garota especial sorrir, observe como a curva da boca dela se encaixa perfeitamente ao desenho do rosto, note como a cor dos olhos dela combina com o esmalte, não precisa saber o nome do esmalte, mas simplesmente reparando que ela mudou a cor das unhas já faz a diferença. Trate-a como a única flor que falta para completar seu jardim e saiba que será o homem mais feliz dessa terra. Conte para ela o modo como ela a faz feliz, o modo como ela faz você rir, diga, compre ou faça as coisas mais simples, por que o amor não se faz de atos monumentais, claro que de vez em quando é interessante fazer uma declaração em cima de uma gôndola cantando em italiano na cidade de Veneza, mas o amor se faz de pequenos e sinceros atos dia após dia. Por isso experimente abrir a porta do carro quando ela for entrar ou pega-la no colo e quando ela reclamar fale que está treinando para o dia do seu casamento, tente arrumar a cama dela sem que ela saiba e olha pode ter certeza que ela vai mandar um snap para todas as amigas dizendo o quão príncipe você é. Lembre-se das pequenas coisas, do perfume preferido dela, lembre-se que ela não gosta de abóbora, lembre-se do CPF dela quando for comprar algo em lojas de comésticos, por que elas gostam de ganhar um desconto de vez em quando. E, no final de tudo isso, nunca esqueça de encher a garrafa vazia, e torça pra que um dia essa garrafa chegue até o barco de um pescador, pra que ele tenha pelo menos uma história verdadeira para contar.

Lucas G Coelho

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Quando a panela acha sua tampa

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Eu achei que com 12 anos estava amando, com 14 senti a mesma coisa, aos 16 novamente, aos 17 e aos 18. Em todos esses anos o coração me pregou peças, me mostrou como era um amor errado, como era uma paixão sem sentido, o modo que uma paixonite se mostraria para que quando chegasse a hora certa eu não errasse.

Sabe, o coração nos prepara ao decorrer dos anos para tudo, ê bixinho forte, aquele bate-bate contínuo sempre dá um resultado, o nosso coração sabe o momento certo de nos mostrar que a hora chegou.  Você pode ter quebrado a cara diversas vezes, pode até pensar que o amor não é pra você, que todos aqueles casais de mãos dadas, indo ao cinema juntinhos ou se beijando com o pôr do sol ao fundo são bregas e sacanas. Às vezes pode até falar, por que vocês não ficam em casa hein, além de ser um casal perfeito tem que esfregar na cara da sociedade? Mas é assim mesmo, tudo tem a sua hora, sortuda é a pessoa que encontrou a tampa da sua panela sem ter deixado nem pingar óleo nela.

E no meio de todas essas panelas tem gente que se acha uma frigideira, daquelas que nenhuma tampa encaixa, mas eu gosto de pensar que elas são panelas com a tampa perdida e que um dia até elas vão encontrar alguém para abafar o fogo, pra não deixar o vapor subir, pra conter o cheirinho da comida. Por que além do coração ser um bixinho forte ele consegue resistir até quando a tampa é deformada, imperfeita, ele resiste quando o encaixe já não é tão bom, ele resiste quando a tampa ou a panela enferrujam, é ele que segura o feijão, o arroz, o macarrão, é o coração que ajuda a deixar aquele bife no ponto perfeito, mesmo que o vapor esvaia um pouco o coração está ali como uma Maria Fumaça pra soprar um pouco de vapor pra dentro da panela e permitir que a tampa tente fazer seu trabalho de novo.

Então se o coração aguenta tudo isso por que não aguentaria um encaixe imperfeito na frigideira. Uma relação vive de altos e baixos, temos que aprender a amar as imperfeições, isso que faz com que várias panelas mantenham a mesma tampa por tanto tempo, não é nenhuma reza milagrosa ou solução de limpeza estilo Bombril, mas sim aceitar que a panela tem alguns riscos, que a tampa já caiu de cima do balcão algumas vezes e já não encaixa tão perfeitamente, mas desse mesmo jeito a panela sempre dá um jeito de segurar o vapor por mais tempo ou a tampa elogia a forma que aqueles riscos marcam o corpo da panela. Temos que saber elogiar, dar a mão a cada erro, fazer valer a pena cada amassado e no final seremos sempre a tampa daquela panela. Então não se desesperem, a tampa de vocês está perdida por aí, tem que saber procurar e saibam que quando a acharem o nosso amigão que não para de bater vai te avisar que a sua tampa ou a sua panela apareceu.

Lucas G Coelho

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Sol e Lua

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Existe uma história de amor, uma história que começou há muito tempo, quando a Terra ainda dava os primeiros passos, quando na Terra só tinha vento. Muitos achavam tudo aquilo impossível, como o Sol poderia se apaixonar pela Lua, tão distantes um do outro e não trabalhavam no mesmo turno, quando a Lua acordava, o Sol se punha. A Lua trabalhava de noite iluminando o romantismo da Terra, o Sol ficava o dia inteiro acordado aquecendo os corações apaixonados. Nas noites antes escuras a Lua se aluminava, vestia seu melhor manto e brilhava em busca de deixar o Sol extasiado, nos dias sempre claros o Sol com seu calor buscava aquecer o coração da Lua, que ficava escondida em sua cafua, mas aos poucos esse romantismo foi se esvaindo e a distancia aos poucos foi deixando ambos tristes, eles se perguntavam como se apaixonar sem nunca poder se encontrar, pra que olhar se eu não posso tocar e desse modo o Sol aos poucos foi perdendo seu calor e a Lua perdendo seu brilho, o Sol já não esquentava como antes e Lua não iluminava. Vendo isso Deus não conseguiu ficar parado e na sua bondade infinita criou um momento onde ambos conseguiam ficar ainda mais apaixonados, Ele criou o eclipse, onde a Lua deita sobre o Sol e cria um momento mágico, onde eles se amam e fecham a porta do quarto. Nessas noites que o amor não se mostrou impossível a Lua engravidou e a cada nova noite de amor um filho ela gerou, esses meninos sempre a acompanham, por que o pai os manda cuidar dela enquanto ele está longe, os homens conhecem esses meninos por estrelas, mas o Sol e a Lua os conhecem por filhos.

Lucas G Coelho

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Somos donos do tempo

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Vivemos a vida do fast. É fast-food, fast-car, fast-shop, vivemos a vida regrada a uma velocidade imensa, vivemos na 5° marcha de um carro em movimento e morremos de medo de descer dele, claro, a essa velocidade poderíamos morrer na queda certo? Errado, quanto mais rápido vamos, mas próximos de não viver ficamos. A vida passa e nem sentimos, a vida vai e nem usufruímos, tudo muito fast também faz mal, às vezes temos que desacelerar um pouco e aproveitar a brisa na janela, aproveitar o som do latido daquele cachorro que corre atrás do carro, de vez em quando a 5° marcha é muito rápida, precisamos de uma 3°, uma 2°, senão a gasolina esvaia muito rapidamente e nem aproveitamos o preço da viagem. Não digo que comer um lanche em 10 minutos seja chato ou enviar um email ou uma mensagem em segundos, mas não podemos deixar de aproveitar o poder de um X-tudo feito em casa, de um lanche feito na chapa e consumido sentado, sem precisar se preocupar com a tão famosa frase tempo é dinheiro, pois, que tempo é dinheiro todos sabemos, mas devemos saber que tempo também é vida, que tempo também é escrever uma carta de vez em quando, é enlouquecer com o trânsito, é andar de bike e esquecer um pouco o cheiro do álcool e da gasolina, e de quando em quando é beber uma cervejinha a beira da praia só esperando o sol se por. Quer coisa melhor que ver a noite tomar forma, que ver as estrelas sendo pintadas como em uma aquarela monocolor no céu.  E do mesmo modo que tratamos nossa comida, tratamos as pessoas como geração fast-food, hoje um simples oi já é mais difícil, a palavra falada está muita lenta em relação às grandes redes sociais e os relacionamentos não são mais os mesmos, trocamos de peguete mais do que o um carro troca de marcha, tudo é muito rápido, às vezes da sala pro quarto é um pulo e depois que “comemos”, pronto está estragado. Não podemos ser a geração escrava do tempo, temos que fazê-lo um aliado e até mandar nele, temos que pilota-lo pelas estradas e de vez em quando temos que deixa-lo passar, só acompanhando o trânsito, e não podemos esquecer o tempo que dedicarmos a algo é o que o torna importante, então dediquemos tempo à vida.

Lucas G Coelho

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O dia que fui comprar nossas alianças

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O dia que fui comprar nossas alianças acordei mais feliz me lembrei de quando te conheci, me lembrei daquele rosto meigo no shopping, naquele andar desajeitado na fila do Bobs. Me lembrei de nossas primeiras conversas, nossas primeiras trocas de mensagens, me lembrei de nosso primeiro beijo, aquele momento perfeito para nós, do jeito como você me deixava feliz com um simples sorriso, me lembrei do dia em que me ajoelhei na sua frente para pedi-la em namoro e do seu mais que lindo sim, me lembrei de nossas primeiras idas ao cinema e de como você falava que havia aprendido a gostar de assistir os filmes por minha causa, me lembrei dos primeiros aniversários de namoro, dos primeiros ursinhos de pelúcia, hoje já te dei mais do que uma coleção, me lembrei das nossas primeiras fotos do modo como éramos loucos de pedra, loucos de amor e do mesmo modo que essa aliança está em minha mão brilha ainda somos maluquinhos um pelo outro. Me lembrei de nossos primeiros almoços juntos, o dia em que eu mais do que tímido conheci toda a sua família e do dia que você conheceu a minha, hoje já chamamos nossos pais de sogros, mesmo que ainda não sejam no papel. Me lembrei do dia em que sua mãe me mostrou suas fotos de criança e eu sorri ao saber o quão lindo nossos filhos seriam se parecessem com a mãe. Me lembrei dos nossos primeiros almoços juntos, nossas primeiras jantas, de quando discutimos qual seria o nome do nosso primogênito e de nosso cachorro, de quando falamos das tantas viagens que iremos fazer, dos tantos lugares que conheceremos juntos. Me lembrei dos trocados que guardávamos em nosso cofrinho em forma de fusquinha somente por guardar mesmo, me lembrei de cada beijo, de cada abraço, de cada sentimento trocado, me lembrei das discussões sobre qual filme iriamos assistir e é claro me lembrei de estranhar que sua pizza preferida era de strogonoff, hoje é a que eu mais gosto também. Me lembrei de tanta coisa, que eu acho que deixei algumas lembranças perdidas no meio de tantas alianças, me lembrei de nosso primeiro sorvete, de como eu esperava pelo ônibus chegar para ter certeza que estava tudo bem quando você entrasse lá, me lembrei de nosso primeiro show juntos, de nossa primeira viagem, de nosso primeiro ano, me lembrei de quando disse que iria te pedir em casamento lá em Paris, me lembrei de tudo e também me esqueci de tudo, me esqueci do mundo em volta, me esqueci que ali era uma joalheria e me deixei viajar, me deixei imaginar a vida nova que irei começar com você, a família que irei formar, a cama que iriamos dividir, que eu iria ser seu. Me lembrei de gravar seu nome naquela aliança e de penhorar o que fosse preciso para te entregar aquele lindo brilhante e me lembrei de não me esquecer aquele dia tão importante.

Lucas G Coelho

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Um dia na Guerra

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Meu andar já não era tão carregado, o peso do medo já não padecia sobre minhas costas, meus joelhos já aguentavam o peso do meu corpo e minhas pernas se adequavam aos movimentos dos andarilhos, conseguia acompanhar os passos largos que meus pés davam, andava de um lado ao outro conhecendo novos mundos, me adequando a novas paisagens. Com velhos novos amigos e companheiros de estrada, as trincheiras ali não mais existiam, já havia passado o tempo que a 1°Guerra jogou seus encantos, concordo que as ruas, que os antigos campos de concentração e campos minados ainda choravam receosos das vidas ali perdidas, mas se viam com um sorriso no rosto em decorrência das novas conquistas, da libertação de um grito que estava enraizado na garganta há muito tempo, de um grito de liberdade, de um sentimento irreversível, de um novo nascer do sol.

Os dias se passavam e o meu sentimento de alegria renascia, o Sol parecia brilhar mais forte, e o calor dele também batia sobre minha cabeça, ainda bem que havia pelos para proteger o couro, os ventos batiam nos meus cabelos (quiça ventasse no lugar onde eu andava), mas ainda me debatia com o calor daquele lugar, felizmente andava com um cantil ao meu lado. Mas ao mesmo tempo que a felicidade chegava no meu tapete de ”welcome”, sim em inglês é mais chique, eu me debatia com alguns do sinais de guerrilha que ainda se encontravam ali, mesmo que a felicidade em tomava, eu observava um sentimento de medo e de descaso nos olhos da população. As vezes eles ainda se sentiam em uma zona de guerra, em uma zona de esquecimento, as vezes a vida não havia conseguido chegar a seus olhos, as vezes algo havia interrompido o que de novo os esperava, as vezes o passado negro corrompeu o que seria um futuro de glórias, de deleite.

Então, continuei a minha caminhada, esperando que o sol trilhasse meu caminho, não que ele quase cegasse meus olhos, o que ocorreu em diversos momentos, ademais das vezes que tive que limpar o suor na camiseta, sim muito nojento, mas faz parte. Tentei me distanciar do mundo que estava a minha volta, me deparava com visões não muito alegres da vida, mesmo que a Guerra já estivesse passado, estávamos em um período de recuperação, a vida mostrava que o futuro estava ali, mas era difícil de crer que algo mudaria, não na mente, nos olhares e até nas palavras daquelas pessoas, que se mantinham constantes, sem alterações de humor, e relativamente conformadas com o que viviam. Não digo que se sentiam tristes, pois após tanques e soldados inimigos, até algumas bombas enfeitiçassem e lotassem o local, hoje eles se sentiam bem, mesmo que não tivessem muito, se sentiam adequados ao local que viviam. Uma cidade uma vez bombardeada, não brada muito, há medo nos seus becos e ruas. Quem sabe exista uma Guernica no meio de cada cidadão, uma Guernica que faltam as tintas, pois o quadro esta exposto dia após dia.

Lucas G Coelho

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Quando meus grisalhos tinham cor

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Eu desaprendi a andar, esqueci como se ouvem as palavras e às vezes como se falam algumas delas, de vez em quando não consigo enxergar, a minha lente já é tão grande que não cabe na armação de meus óculos, as minhas mãos já não são ágeis como outrora, tem vezes que tremo tanto que nem consigo segurar um copo nelas, as minhas pernas são frágeis preciso de ajuda de meus iguais para me levantar, ainda me lembro de quando corria por todos os lados, de quanto gostava de andar. Me recordo de todos os brotos que me apaixonei e que deixei apaixonadas, cada uma vem a minha memória, ainda me lembro de ter conhecido o meu grande amor em um dos bailes onde íamos namorar, não tinha esse negócio de ficar e só ficar. Lembro de quando conheci meu sogro e quando pedi a mão de sua mãe em casamento, lembro de quando meus filhos nasceram. Claro que me esqueci de algumas coisas, mas ainda me lembro de quase tudo da época que meus grisalhos tinham cor. Lembro das cartas que escrevia, a mão mesmo, no máximo em uma máquina de escrever, lembro de como tinha liberdade e como podia ficar na rua até tarde, lembro de trocar as suas fraldas e limpar seu bumbum,  agora você que troca as minhas e você que me limpa, lembro de te carregar no colo para cima e para baixo e agora você que me carrega, lembro de dar comida na boca, ou ao menos tentar, você era teimoso, agora eu que teimo quando você me dá, lembro de me preocupar quando você chegava tarde em casa, de demorar a dormir quando você ia festar de noite, agora sei que você se preocupa com meu respirar enquanto eu durmo, já te vi várias vezes olhando para o meu peito e disfarcei com o som de um ronco, antes eu não dormia com seu choro, hoje você não dorme com a preocupação de uma saudade. Mas acima de tudo isso, de todas essas deficiências que eu acumulei ao longo da vida eu sei que você sempre estará ao meu lado, até o dia em que eu me despedir em que eu quiser me desprender de você. Eu sei que você nunca irá me jogar de mãos em mãos, do mesmo jeito que eu nunca te abandonei, e meu filho não se sinta triste por que hoje em dia eu sou a mesma criança que eu criei há 50 anos atrás, então me abrace, me conte histórias e por favor não deixe de escutar as minhas, mesmo que eu já as tenha contado um milhão de vezes continue a sorrir como se fosse a primeira. De seu querido pai.

Lucas G Coelho.

 

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Hoje o céu está em festa

SHAOLIN

Vai lá meu filho, desce pra Terra, estreia nesse lugar, não se preocupe cuidarei de seus amigos aqui, não deixarei que eles sintam falta do seu riso e de seu sorriso, eu vejo que eles lá embaixo precisam mais de você do que nós aqui em cima, você já nos deu muitas alegrias. Vá lá, os faça chorar, mas sempre os faça chorar de rir, seja esse palhaço que eu criei, continue a deixar todos felizes e alegre a casa de muitas famílias com suas histórias. Fique tranquilo meu filho, eles vão gostar de você, eles vão amar esse seu jeito simpático e único de ser. Farei você nascer em uma das regiões mais humildes de um país que eu amo demais, por que eu sei que esse povo será hospitaleiro e fará com você e de você uma das melhores alegrias daquele recanto verde e amarelo. Filho não se assuste com as pedras que terás no caminho, use de toda a felicidade que te dei e saiba que você será um dos grandes prazeres de toda uma população. Meu filho estou te enviando para que você cure a doença de um povo que necessita, você não vai ser médico de gente, nem alma, você vai ser um médico de sorrisos, você vai operar e alegrar os corações de muita gente. Mas você sabe que uma hora vou ter que te chama-lo de volta, vou ter que chama-lo para você voltar a alegrar seus irmãos aqui no céu, voltar a ser meu anjo e ficar ao meu lado, mas principalmente te chamarei para que saibam que eles nunca devem deixar de lutar, que sempre devem ser guerreiros, como eu sei que você será lá, não vai ser fácil, mas saiba que quando voltar estarei de braços abertos para te recepcionar e sorriso escancarado somente para ouvir suas histórias e piadas, sentirei falta de você, mas quando voltar te receberei com um banquete e prepararei um palco somente seu. Boa Sorte meu filho, nos reencontraremos logo. (Homenagem para Francisco Jozenilton Veloso, mais conhecido como Shaolin)

Lucas G Coelho

O Menino de Goianésia

 

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O menino de Goianésia ganhou do gigante do Barcelona e não foi no videogame, foi na bola, sem cheat, nem hack. Lira com a bola nos pés ultrapassou o et da Argentina e ganhou um prêmio que ninguém até agora havia ganhado, ganhou o prêmio do Davi contra o Golias. Aquele pequeno guerreiro que surpreendeu 400 pessoas em um jogo no interior de Goiás encantou o mundo com seu golpe mortal na bola, sim, Wendel foi amigo da bola mais que todos, encantou o mundo e foi jogar um partida real com aqueles craques que só jogava pelo mundo virtual. Davi venceu Golias, não deu pra Messi, nem Florenzi, quem venceu foi o menino Lira. Dividiu o palco com aqueles que só via pela tela da TV, fez uma jogada magistral digna dos jogos de videogame e partiu de Goianésia para a terra dos gigantes, onde não se apequenou no palco de Zurique. Em meio a todos os contratos milionários e patrocínios de grandes marcas estava aquele humilde brasileiro vindo do interior de um país que ama esse esporte, estava aquele garoto acrobata que poderia ser qualquer um de nós, que poderia ser o colega do Playstation, aquele garoto que escolhemos na hora da pelada, o craque da galera do bairro, ou o melhor amigo que nunca tivemos. Esse garoto que não joga no Real Madrid, nem no Barça, nem no Corinthians ou no São Paulo, esse menino que não tem um terno feito sob medida, nem um ego maior que o mundo, esse menino que viajou para conhecer os ídolos e acabou se tornando o ídolo de todos. E como em um grande sonho esse antes desconhecido se transformou e apareceu nos holofotes de um dos maiores palcos do mundo, de um dos maiores esportes já inventados, e acabou por conquistar algo que provavelmente ele nunca havia almejado, hoje o bola cheia foi filmado e mandado para os gramados de todos e nesse mesmo dia o plebeu ganhou da realeza e mais uma vez o futebol levou as lágrimas grande parte do país, parabéns Grande Davi, Wendell Lira, de Goianésia para o Mundo.

Lucas G Coelho

 

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O Primeiro Beijo

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E um dos nossos capítulos mais importantes se inicia aqui, ah, o primeiro beijo, toda aquela beleza reluzente do primeiro toque dos lábios, do momento eternizado com aquele singelo sentir da maciez do corpo do outro, ou no caso, da outra, é aquele momento único aonde as almas de dois amantes se tocam, onde dois tentam se tornar um. E quando você sabe que esse será o último de seus primeiros beijos o momento se torna ainda mais especial.

Muitas horas de conversas entre dois amantes se passam até o dia do beijo, até o dia do cinema, besteiras e mais besteiras faladas, risos e risos compartilhados, muitas piadas contadas e uma fofura que não se via há muito tempo em uma dupla de conversadores, hoje muitos falam que aqueles dois do bate papo foram feitos um para o outro, são farinha do mesmo saco, são queijo e goiabada, Romeu e Julieta, ah como é bom quando o primeiro beijo dá resultados, quando o primeiro beijo não se torna o único daquele casal.

E ali é o momento que as vidas mudam, naquele toque mágico de dois lábios até então desconhecidos, mas certamente já sabendo que são apaixonados. Aquele elixir do amor borbulha na maciez de cada toque labial, os ferormônios se soltam, o sangue fica mais quente, os pensamentos cessam, os sons não se ouvem, nada mais importa, somente aquele sentimento. E quando o casal é apaixonado não importa o momento, não importa quantos beijos, quantos segundos, quantos minutos, não importa quando, cada beijo tem um sentimento diferente, não que seja melhor, mas é simplesmente único.

Beijar é escrever sem vírgulas, sem exclamações nem interrogações, beijar é uma escrita contínua, onde existem dois escritores em um livro as vezes interminável de amor, o beijo é uma estrofe do mais lindo dos poemas, é uma rima perfeita ou uma prosa sem erros, beijar é escrever sem letras e falar sem palavras, beijar é tocar a mais linda sinfonia entre dois lábios, beijar é cantar, se alegrar, beijar é absolutamente beijar. E é nessas horas que pensamos que o essencial é o que faz a vida valer a pena, que cada beijo dado é um passo a mais na vida, que cada beijo é uma página no livro que escrevemos diariamente. Então beijemos, não importa se é selinho, roubado, no rosto, na testa, o que vale é a emoção, pois como os olhos são a janela da alma, o beijo é a porta do amor.

Lucas G Coelho

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Não esqueçam de compartilhar com seu amor, com aquela pessoa que te fez sentir assim naquele lindo primeiro beijo.